Acendeu
(Dudu Falcão / Jorge Vercillo)
(texto intro: Paulo César Feital)
Nos eóns do tempo, quando o planeta ainda unia seus
elementos e separava jovens continentes , emergia das
profundezas do Atlântico recente uma maravilha
de arquipélago!!
E porque não considerarmos a hipótese de que
cordilheiras, praias, rios e ilhas possuem consciência
independente dotada de complexa
cadeia de raciocÃnio, emoção, vibração e memória?
E se hoje, a própria ilha vier nos contar sua história?
” – Eu nasci quando a Terra menina
erguia montanhas do fundo do mar
continentes inteiros
e mil Himalaias a ser projetar
deu vontade de ver tanta coisa
surgindo do lado de cá
e emergi sobre as águas
num rastro de lua que entrou pelo mar…
Acendeu, acendeu, acendeu, acendeu
uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é seu…
Acendeu, acendeu, acendeu, acendeu
sou uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é meu
Quando o medo do desconhecido
calava os olhos sedentos de céu
Onde cartas e mapas celestes
guiavam seus mastros no breu
Quando as sombras da Idade Média
ofuscavam o nosso pensar
Quando ainda juravam que o mundo
acabava no abismo de um mar…
Ascendeu, ascendeu, ascendeu, ascendeu
uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é seu…
Acendeu, acendeu, acendeu, acendeu
sou uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é meu
Que saudade daquela menina
no espelho das águas com brilho de sol…
Hoje busco seu rosto na grande cidade
em painéis de neón
onde tantos se calam e afogam
seus sonhos pra sobreviver
Sou mais um a vagar solitário
buscando a mim mesmo em você…
Acendeu, acendeu, acendeu, acendeu
uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é seu…
Acendeu, acendeu, acendeu, acendeu
sou uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é meu…
Uma ilha no meio do mundo
tudo em volta é meu
